ÁREA DO ASSOCIADO

  • Conectar-se
  • Edição 07

    ANO III - DEZ/2016 A MAR/2017

    /

    Saúde

    Qual o impacto do saneamento na gestão da saúde?

    em 03 de Dezembro de 2016

    Alavancada pelo surto de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti no Brasil, a discussão sobre saneamento ambiental foi decisiva para mostrar à população o quão preocupante é o atual panorama, em que cerca de 34 milhões de pessoas ainda não são atendidas pelo abastecimento de água, enquanto no esgoto quase a metade da população brasileira não possui serviço de coleta de esgoto, e apenas 40% do esgoto gerado é efetivamente tratado.

    Devido à fragilidade, as crianças são as principais vítimas. Nas 100 maiores cidades do Brasil, 54.339 pessoas foram internadas por diarreias. 28.594 delas foram crianças entre 0 e 5 anos de idade (53% do total).

    Os dados alertam para a necessidade de desenvolvimento de políticas públicas que valorizem a gestão do saneamento e distribuição da água, assim como esgoto e descarte de resíduos sólidos, tomando a parceria da iniciativa privada como uma das alternativas para se ampliar a cobertura dos serviços.

    As regiões Norte e Nordeste são as que mais sofrem com a falta de saneamento básico no Brasil. Segundo o SNIS – Sistema Nacional de Informações de Saneamento, do Ministério das Cidades, apenas 14,36% do esgoto é tratado na região Norte, enquanto somente 28,8% do esgoto recebe tratamento no Nordeste do país.

    Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada 1 dolar gasto com água e saneamento, quatro dólares são economizados com saúde.

    Cuidados de verão

     

    O calor e o excesso de umidade podem criar um ambiente propício à proliferação de bactérias, fungos e mosquitos. Por isso, é importante ficar sempre atento e evitar a desidratação, micose e outras doenças.

    Por ser a mais chuvosa estação do ano, o verão registra mais casos de transmissão de dengue. Consequentemente, devemos ter cuidado redobrado com recipientes que possam acumular água, pois este se torna o ambiente ideal para a reprodução do Aedes Aegypti.

    É também no verão que acontece a maioria dos casos de infecção alimentar e hídrica. As condições climáticas da estação exigem cuidados maiores com a higiene dos alimentos. Além disso, sintomas como diarreia, febre, náuseas e vômitos podem levar à desidratação.

    Compartilhe: