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  • Edição 07

    ANO III - DEZ/2016 A MAR/2017

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    Editorial

    Melhoria contínua no saneamento

    em 14 de Dezembro de 2016

    LUIZ PANNUTI CARRA
    Conselheiro do SINDCON

    Perfeição não existe, mas sempre queremos fazer melhor. E, para isso, precisamos lidar e aprender com os erros. Esse processo de melhoria contínua, também chamado de qualidade, pode e deve ser cultivado intencionalmente.

    Certamente, entre as concessionárias privadas de saneamento, já temos bons exemplos desse processo contínuo de aperfeiçoamento. Nossas empresas se uniram no SINDCON para, além de enfrentar uma ideologia ultrapassada, também criar oportunidades de melhoria, como os cursos de capacitação, o Encontro Nacional das Águas, os grupos de trabalho e a troca de conhecimento.

    Na CSJ – Cia Saneamento de Jundiaí, quando implantamos sistemas de gestão baseados nas normas ISO 17.025 (acreditada em 2004) e ISO 14.001 (certificada em 2014), tivemos muitos benefícios e aprendizados. Julgo as normas ISO um tanto “burocráticas”, mas reconheço que esta rigidez e as constantes auditorias têm seu lado positivo. Processos foram padronizados. A segurança operacional melhorou e os impactos da operação foram reduzidos. Nossos resultados laboratoriais ficaram confiáveis. Hoje, é difícil entender como trabalhávamos sem os requisitos mínimos de qualidade.

    Penso que fazer bem feito e melhor faz parte da natureza humana. Foi notável a motivação dos colaboradores. Com o aumento da capacitação e os treinamentos, passaram a compreender melhor suas atividades e agir proativamente, se antecipando aos problemas. O conceito de clientes internos deixou claras as relações de dependência e a importância dos outros setores. E as auditorias internas sempre trouxeram desafios e motivação extra.

    “Cansado de cometer sempre os mesmos erros? Mude. Você é capaz de errar fazendo coisas diferentes.” Augusto Branco

    “Descobrimos” 1.208 leis e normas ambientais que se aplicam às nossas operações, sendo que destas, 293 envolvem diretamente nossas atividades. Obedecer a todas estas normas teve um custo que sempre existiu, só não estava visível. Concluímos que a qualidade não custa mais caro e até permite economizar, com a redução de desperdícios e de retrabalho.

    Tivemos ainda uma redução de riscos, que também não estavam devidamente mapeados. Embora não consigamos eliminar a todos, identificamos e priorizamos os mais importantes. Enxergamos também aqueles riscos que devemos apenas gerenciar e conviver.

    Todas as partes envolvidas se identificam com preservar o meio ambiente, reduzir impacto e evitar desperdícios. A imagem da concessionária melhorou significativamente junto aos clientes, poder concedente, agência reguladora e agência ambiental.

    O que as empresas privadas têm de melhor é a sua capacidade de organização. É o que possibilita todas as outras vantagens, como agilidade, eficiência, flexibilidade. Para que possamos dar ao saneamento a contribuição que nos cabe, devemos ser ainda mais rápidos em corrigir e aprender com nossos erros. Com qualidade, todo mundo sai ganhando.

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