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  • Vinte e cinco por cento das cidades que são exemplo em saneamento contam com concessão privada

    02/10/2015

    Um estudo divulgado hoje em 30.09 pelo Instituto Trata Brasil e a GO Associados apontou as 16 cidades brasileiras que podem ser consideradas bons exemplos de avanço na universalização do saneamento.

    Entre elas, quatro desses municípios contam com concessões de serviços da iniciativa privada: Limeira e Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Niterói (RJ) e Campo Grande (MS).

    A presença significativa na lista das melhores em saneamento contrasta com a tímida participação da iniciativa privada no setor. Hoje, as concessões privadas estão presentes apenas em 304 municípios (5,5% do total) e atende direta ou indiretamente 32 milhões de pessoas (16% da população brasileira).

    A ABCON (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto) considerou o resultado do estudo “Avanços em Saneamento Básico” uma mostra de que a parceria entre o público e o privado pode ser um caminho não só para diminuir o déficit do saneamento, mas também para garantir investimentos em infraestrutura no momento em que o país necessita impulsionar a economia.

    “A participação da iniciativa privada no saneamento aumenta à medida em que são visíveis as necessidades de investimento nos sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto no país, principalmente nesse momento em que há restrição e aumento dos custos de captação de recursos públicos para investimentos na área de infraestrutura”, avalia Roberto Muniz, presidente executivo da ABCON.

    Limeira foi a primeira cidade do Brasil a implantar uma concessão privada, há 20 anos. Hoje, o serviço local é praticamente universalizado e possui um dos menores índices de perdas de água do país.

    A concessão em Niterói teve início em 1999 e cinco anos conseguiu levar água tratada a 100% da população. Os investimentos já atingem R$ 560 milhões e a meta é universalizar o esgotamento sanitário até 2018.

    A gestão da iniciativa privada em Ribeirão Preto, responsável pelo tratamento de esgoto da cidade, foi pioneira na adoção de diversas soluções tecnológicas no Brasil. O índice de atendimento local em esgotamento sanitário é superior a 98%.

    A concessão privada em Campo Grande já investiu quase R$ 1 bilhão na modernização e ampliação dos serviços de saneamento na cidade. Um dos reflexos desse investimento foi a redução das perdas no sistema de abastecimento, que caiu de 56% para 19%.

    As demais cidades citadas no estudo do Instituto Brasil e GO Associados são: Franca, Santos, Campinas, São José dos Campos e Taubaté (SP) Belo Horizonte, Contagem, Montes Claros e Uberlândia (MG), Curitiba, Maringá e Londrina (PR),

    Os resultados do estudo relativos à iniciativa privada serão apresentados pela ABCON (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto) e pelo SINDCON (Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto) durante o 28º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, de 4 a 8 de outubro, no Rio de Janeiro.

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