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    05/11/2014

    Investimento em infraestrutura deve chegar a 4,5% do PIB

    O Brasil está atrasado em termos de infraestrutura, e a expansão dos investimentos nessa frente é crucial para acelerar o crescimento do País. Mas o sucesso de uma estratégia focada nessas melhorias depende de uma política econômica de boa qualidade, de uma modernização da estrutura do Estado e de medidas práticas para reduzir a burocracia, dizem os economistas.

    “Talvez estejamos subestimando a importância de uma política macroeconômica de boa qualidade. É importante melhorar a regulação, o planejamento e a qualidade dos projetos, mas não é suficiente. Temos de abrir espaço fiscal para os investimentos”, disse o economista Cláudio Frischtak, sócio da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios.

    Segundo Frischtak, ainda que a fatia do investimento privado cresça nos próximos anos, há projetos que dependem dos recursos públicos, como é o caso das Parcerias Público-Privadas (PPPs). “Se não tem espaço fiscal, não tem PPP”, comentou durante do 20° Fórum Internacional Supply Chain, promovido pelo instituto de Logística ILOS, no Rio.

    Investimentos. A política econômica é o ponto de partida para que os investimentos em infraestrutura no País cheguem a 4,5% do PIB, fatia considerada ideal para modernizar o setor, apontou o sócio da Inter.B. “Temos incerteza e falta de transparência fiscal monumental no nosso País. Ninguém sabe o tamanho do buraco, talvez nem o próprio governo. Ninguém sabe qual será o espaço para investimento público em 2015.”

    Já o economista Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), defendeu uma “revisão profunda” no papel do Estado na economia.

    “A modernização do Estado terá de ser implementada, ou sempre ficaremos atrasados em termos de investimentos”, disse Langoni. A complexidade do Estado, o alto grau de burocracia e os inúmeros processos de licenciamento limitam os investimentos em Infraestrutura, enumerou Langoni.

    A gerente de práticas comerciais e competitividade do Banco Mundial, Mona Haddad, também listou esses obstáculos, mencionando também as filas de espera nos portos, a demora na liberação de mercadorias e a falta de integração entre os diferentes modais de transporte.

    “Sabemos que há um déficit em investimentos em transporte, e os investimentos em infraestrutura não têm acompanhado o crescimento”, disse Mona.

    (Publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo)

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