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  • Entrevista com Giuliano Dragone

    29/08/2014

    Sobre

    Com 16 anos de experiência no setor,Giuliano Dragone é engenheiro de produção química (UFSCar) e especialista em processos de saneamento, automação e instrumentação pelo Office Internacional de L’eau, França! É Diretor Técnico da OAS Ambiental e Presidente do Sindcon, tendo atuado na GS INIMA, CAB ambiental e nas concessionárias Águas de Limeira, Águas do Amazonas e Ondeo em Porto Rico.

    Tema

    Presidente do Sindcon faz um balanço do 5o. ENA – Encontro Nacional das Águas que aconteceu no mês de agosto, em São Paulo. Evento bienal, realizado pela Sindcon, com apoio da Abcon e parceria da Abes, Abimaq, Aesbe e JPS/Abes. Muitas novidades nesta edição com a participação de estudantes, profissionais de empresas públicas e palestrantes e debatedores de outros setores do mercado. Confira!

    Áudio: http://maria-radio.podomatic.com/entry/2014-08-27T12_11_37-07_00

     

    Entrevista

    1. Presidente, em linhas gerais, qual foi o balanço do 5º ENA ?

    A 5° edição do ENA reuniu mais de 350 pessoas, um público representativo formado por profissionais das empresas públicas e privadas de saneamento, representantes do governo, da cadeia produtiva, do terceiro setor e da academia.

    Tivemos na abertura o ministro das Cidades Gilberto Occhi, entre os convidados para o jantar solene, em que o destaque foi a palestra do economista Eduardo Giannetti, sobre“Crescimento e desenvolvimento social”, onde elogiou a iniciativa do Sindcon, Abcon e das entidades Assemae e Aesbe, que assinaram na ocasião uma Carta pelo Saneamento, com propostas para o avanço do setor que será endereçado aos presidenciáveis.

    Ainda durante a abertura, o Sindcon lançou o Prêmio Sustentabilidade, que passa a ser realizada a cada dois anos, intercalando-se com o ENA.

    2. Sobre os temas estratégicos do setor discutidos nas 4 Plenárias: Cooperação, Segurança Hídrica, Regulação e Controle Social e Sistemas de Informações para Gestão Eficiente, em linhas gerais, quais foram as principais reflexões trazidas pelos especialistas?

    Sobre o tema Cooperação, a presença dos representantes do setor público, estadual e municipal e do setor privado demonstrou que estamos alinhados em busca da universalização dos serviços.

    A plenária sobre Segurança Hídrica expôs um cenário que vai além da Crise de São Paulo e a necessidade de incorporar a cultura das ações preventivas. Interessante a visão da professora Monica Porto, a realidade do país demonstrada pela Agência Nacional de Águas, o envolvimento do Ministério Público na questão da emergência e o chamado para a ação do especialista Raul Pinho demostraram que a questão é presente e urgente.

    Sobre Regulação e Controle Social falamos sobre bens comuns, sobre a crise existente pelo distanciamento entre estado e sociedade e, principalmente, sobre governança.

    A plenária sobre eficiência da gestão apresentou o Aquarating, iniciativa do BID/IWA, um projeto inovador para avaliação do desempenho de empresas de saneamento, além de colocações importantes da ABES, Ministério das Cidades, Instituto Trata Brasil deixaram evidente a necessidade do posicionamento maduro das empresas na disponibilização de informações confiáveis, visto a relevância do serviço prestado.

    3. E para finalizar, quais foram as principais palestras que despertaram interesse do público nas salas temáticas?

    Na sala de gestão comercial e financeira o tema Project Finance e a experiência de São Bernardo do Campo no modelo de contraprestação associada à qualidade do serviço de gestão e manejo de resíduos sólidos foram os principais destaques.

    Na [sala] de tecnologia e inovação, destacamos a participação da COPASA, com apresentação de case de uma ETE Sustentável, da SANASA que apresentou seu case de Reuso, do International Dessalination Association (IDA) e da apresentação do Projeto PROBIOGÁS, pela GIZ.

    Em Comunicação, Recursos Humanos e Responsabilidade Socioambiental destacamos a palestra de Gil Girardelli sobre mídias sociais, a inclusão de profissionais com deficiência, o exemplo da Unilever em parceria com a UNICEF apresentando o belo trabalho de responsabilidade socioambiental, participação do Instituto Ethos e além e a importância da nova visão de construção da Reputação das Empresas.

    A sala de assuntos jurídicos e regulatórios reuniu profissionais de peso discutindo a questão da nova Lei Anticorrupção, da Regulação dos Contratos de Concessão e da PMI.

    Enfim, todos os convidados e temas merecem destaque, pois certamente construíram um ambiente de aprendizagem, de compartilhamento e de cooperação, traduzidos nos resultados positivos da nossa avaliação. Muito obrigado a todos os que participaram e contribuíram com sugestões para construirmos a 6ª edição.

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