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  • Entrevista com Giuliana Talamini

    19/09/2014

    Sobre

    Giuliana Talamini é engenheira sanitarista e ambiental graduada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Cursou o mestrado em Saúde Publica da Universidade de São Paulo (USP) e atualmente é assessora técnica do Sindcon. Atua com o tema indicadores há pelo menos cinco anos e coordenou o processo técnico de construção do SPRIS junto às Comissões Temáticas do Sindcon.

     

    Tema

    Giuliana faz um breve relato sobre o que é o SPRIS – Sistema de Informações do Segmento Privado lançando no início deste ano pelo Sindcon, da coleta de dados e da importância de informações precisas para o mercado de saneamento no país.

    1. Para aqueles que ainda não conhecem, conte-nos um pouco sobre o que é o SPRIS – Sistema de Informações do Segmento Privado do Setor de Saneamento . E como ele surgiu?

    O SPRIS é uma iniciativa interna do Sindcon que surgiu como resposta às demandas do planejamento estratégico da entidade.

    O Sindcon carecia de um procedimento padrão de produção de informações. Nossa única referência para monitoramento do desempenho das empresas privadas o SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento coordenado pelo Ministério das Cidades) que vinha trabalhando com um GAP de aproximadamente 2 anos entre o ano de referência e a publicação dos indicadores. O SNIS reduzia o universo das empresas privadas somente as concessionárias que participavam diretamente da coleta. Dizemos isso no passado porque o SNIS tem demonstrado melhorias nas ultimas edições.

    Internamente tínhamos o Formulário de Concessões, preenchido anualmente pelos associados e pesquisas pontuais que surgiam de demandas de posicionamento do segmento privado frente a questões específicas do setor.

    Diante deste cenário, o nosso esforço junto às Comissões Temáticas (grupo de profissionais das concessionárias associadas que se reúne regularmente) foi para preencher estes vazios, sempre com foco na padronização de informações e metodologias para dar consistência e viabilizar a avaliação de desempenho.

    2. O Sindcon realizou a primeira coleta de dados no início deste ano, solicitando às empresas os dados referentes ao ano de 2012, e no momento está realizando a segunda coleta, com dados referentes ao ano de 2013. Como tem sido a participação das empresas?

    A primeira coleta do SPRIS, que foi lançada em janeiro e fevereiro deste ano teve um resultado positivo. Mas, o preenchimento dos formulários não foi homogêneo.

    Como já era esperado, as informações solicitadas que fazem do SNIS tiveram maior número de respostas do que as informações específicas do Sindcon. Outro fato foi que as empresas que atuam sobre serviços específicos, como concessões parciais, PPPs e locação de ativos, por exemplo, tiveram dificuldade de se reconhecer no processo.

    Mesmo assim, essa primeira coleta trouxe informações importantes que fizeram parte do Panorama da Participação Privada no Saneamento – Brasil 2014 publicado pela ABCON e lançado em Brasília em maio deste ano.
    Com essa primeira experiência, fizemos alguns ajustes no sistema para a coleta dos dados de 2013. As mais importantes, sem dúvida, foram:

    – A inclusão do Formulário de Informações Cadastrais, que alimentará o banco de dados administrativo do Sindcon;
    – A restrição das informações de cada formulário de acordo com os indicadores pertinentes à determinada concessão. Ou seja, cada concessionária possui formulários específicos, apenas com informações necessárias para o cálculo de indicadores que avaliem o seu serviço.

    Ainda em relação à participação, precisamos fortalecer a importância do SPRIS e concentrar a demanda de informações da entidade em apenas um processo anual.
    3. Em um cenário futuro, o que o Sindcon espera do SPRIS?

    Além de posicionar o segmento privado de forma consistente, esperamos que o SPRIS subsidie o conteúdo de publicações dirigidas, como já foi o caso do Panorama na sua primeira edição e certamente nas próximas que virão, e mais recentemente da Revista Quadrimestral do Sindcon, projeto que está em desenvolvimento e terá sua primeira edição lançada em dezembro deste ano.
    Ainda estamos trabalhando na elaboração dos Relatórios de Benchmarking do SPRIS. Será um produto individual das empresas participantes que posicionará seus indicadores frente aos indicadores das demais participantes.

    Outra ação próxima, já para a coleta 2014, será incorporar ao SPRIS os indicadores de RH, projeto que tem se desenvolvido no âmbito da Comissão de Recursos Humanos.

    Do ponto de vista conceitual, uma futura abordagem que temos estudado para o SPRIS é a construção de Indicadores de Cooperação, capazes de identificar os impactos da cooperação do segmento privado no setor de saneamento.

    Em uma visão mais geral, acreditamos que o SPRIS está alinhado com as diretrizes nacionais de saneamento básico e com a demanda crescente das entidades reguladoras do setor.
    Esperamos que o SPRIS se consolide como sistema de produção de informações que demonstre a maturidade do segmento privado, garantindo rigor e transparência aos processos de parceria.
    4. Por fim, quais suas considerações sobre esse importante Sistema de coleta de dados do segmento privado de saneamento?

    É evidente que o SPRIS é apenas um modelo que só ganha vida se for alimentado pelas nossas empresas associadas.

    Portanto, seu objetivo só será alcançado se as empresas reconhecerem o Sistema como seu instrumento de interação com o mercado, com o setor e com a sociedade.

    Gostaríamos de aproveitar este espaço para, mais uma vez, reforçar o chamado para as empresas participarem da coleta dos dados de 2013, que tem o prazo no dia 25 de setembro. Todas as informações estão disponíveis no site do Sindcon, www.abconsindcon.com.br, e é claro, a equipe está à disposição para qualquer dúvida ou dificuldade que possam surgir durante o processo.

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