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  • Coleta e tratamento: conceitos diferentes para o esgotamento sanitário

    05/03/2021

    Atibaia avança nos índices de tratamento e coleta com as obras do Sistema Caetetuba

    A coleta e tratamento de esgoto fazem parte dos serviços do saneamento básico que norteiam o nível de desenvolvimento de um país. Porém, no Brasil, nem todos os municípios têm acesso à um sistema completo de esgotamento sanitário. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2019, 54,1% dos brasileiros têm o esgoto coletado, mas o índice de tratamento com relação a água consumida é de apenas 49,1%.

    Atualmente, a maioria das casas, comércios e indústrias já possuem uma estrutura adequada para afastar e conduzir os dejetos aos coletores. O processo ocorre por meio de tubulações subterrâneas que integram as redes intermediárias que recebem os esgotos também de outros pontos da cidade, permitindo que o material seja coletado sem que adultos e crianças entrem em contato com os resíduos. Após esse processo, o conteúdo segue para as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). Nas ETEs, o esgoto passa por diversas etapas de tratamento, com o intuito de remover a carga orgânica e devolver a água descontaminada para o meio ambiente.

    A falta de tratamento de esgoto aumenta a transmissão de doenças e compromete a saúde pública, causando enfermidades como cólera, disenteria, meningite, amebíase e hepatite A e B. Para o meio ambiente, o lançamento do esgoto sem tratamento nos rios, lagos e córregos provoca um enorme desequilíbrio no ecossistema, podendo levar a mortalidade dos peixes, acúmulo de agrotóxicos e metais em animais e plantas aquáticas e até baixa concentração de oxigênio nas águas.

    A Atibaia Saneamento, empresa responsável pelo esgotamento sanitário na cidade e que mantém uma Parceria Público-Privada com a SAAE, tem investido para ser uma referência não apenas na coleta, mas principalmente no tratamento dos efluentes. Com a recente entrega da ETE Caetetuba, realizada pela empresa em dezembro de 2020, a capacidade de tratamento de esgoto no município de Atibaia foi ampliada para 83,7% de todo esgoto coletado na cidade.

    Para Mateus Banaco, diretor da Atibaia Saneamento, a falta de coleta e tratamento de esgoto podem gerar prejuízos a longo prazo, o que reflete na saúde e qualidade de vida da população. “Temos trabalhado para elevar os índices de esgotamento sanitário na cidade através, entre outras medidas, da construção e modernização de EEEs (Estações Elevatórias de Esgoto) e ETEs. Sabemos que assim levaremos também mais saúde para os moradores de Atibaia e ficaremos mais próximos de alcançar a universalização do esgotamento sanitário no município”, comentou Banaco.

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