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    09/09/2014

    A água em nosso cotidiano

    Por Cesar Seara

     

    A sociedade tem consciência de que a água é um dos elementos fundamentais à vida do ser humano? Ainda que a utilizemos a todo o momento para matar nossa sede, preparar nossos alimentos e fazer nossa higiene pessoal, surpreendentemente à água não está entre as mais importantes prioridades para nós.

    Isso acontece mesmo considerando todos os fenômenos adversos à sua abundância e manutenção dos padrões de qualidade próprios para o consumo humano. Vale repetir que a maioria das pessoas em nosso país não coloca a água entre suas prioridades vitais.

    A quem cabe a responsabilidade por essa situação? Aos responsáveis pela prestação do serviço, as empresas operadoras, que não realizam um competente trabalho de divulgação com a finalidade de conscientizar a população da importância da água para nossas vidas? Ou é apenas a forma com que nos comunicamos nos meios de comunicação?

    O resultado é que a mídia, com seu extraordinário potencial de divulgação, com sua capacidade de falar para todas as camadas sociais, também tem se mostrado impotente em colocar numa linguagem coloquial os benefícios de uma simples frase: “a saúde de um povo começa pela boca, pela água que se bebe”.

    Da mesma forma, que não temos dado o melhor tratamento para a água, temos criado terríveis consequências ao meio ambiente com a geração do esgoto doméstico. Tal prática se resume em afastar o esgoto da frente das nossas casas e encaminhá-lo para um incerto e desconhecido destino, geralmente em direção aos córregos e rios vizinhos.

    A ingestão de água de boa qualidade e esgoto doméstico coletado, afastado, tratado e com adequado destino final, é o sinônimo de saúde, bem estar social, qualidade de vida, geração de renda e emprego. Afinal, ainda ecoa em nosso país uma lapidar frase do Professor Miguel Pereira, datado de outubro de 1916, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, abordando o tema “hygiene”, quando afirmou: “O Brasil é ainda um immenso hospital”.

    Cesar Seara é consultor da ABCON/SINDCON.

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