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    SAÚDE

    O brasileiro convive com epidemias e doenças que poderiam estar erradicadas

    A relação entre saneamento e saúde é direta. Quanto maior a oferta dos serviços básicos de água, coleta e tratamento de esgoto, mais saúde e bem-estar público.

    Água suja e esgoto sem tratamento são sinônimos de doenças, algumas delas praticamente erradicadas em países que já alcançaram a universalização dos serviços de saneamento. Quanto menor o índice de oferta desses serviços, maior o risco à saúde e a incidência de enfermidades de veiculação hídrica. E essa relação pode ser comprovada com as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) se avolumando por doenças e epidemias ligadas à falta de saneamento, como a dengue, a zika e a chikungunya. Mesmo quem possui água em casa pode ser afetado pelas condições precárias de atendimento. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, 47% dos brasileiros estão nessa situação.

    Esse quadro é ainda mais preocupante em situações de pandemia, como observado no caso da COVID-19, em que leitos são ocupados por pessoas com enfermidades que poderiam ser significativamente reduzidas caso houvesse uma expansão, com qualidade, dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

    Redução de doenças entre as concessões privadas é maior

    Um levantamento da ABCON SINDCON com números do DATASUS/Ministério da Saúde e do IBGE mostra que a maior redução de internações motivadas por doenças hídricas nos últimos dez anos ocorreu em municípios com concessões privadas de saneamento.

    EDUCAÇÃO

    Rede pública de ensino convive com a falta de cobertura no tratamento de esgoto

    Abastecimento de água e esgotamento sanitário estão adequadamente disponíveis em nossas escolas? Pelos dados do Censo Escolar 2019, há ainda um longo caminho para garantir esses serviços básicos na rede pública de ensino.
    De maneira geral, é mais fácil ter acesso à internet nas escolas do que encontrar um banheiro adequado.

    Na pré-escola da rede pública, por exemplo, a internet está presente em 61% dos casos, enquanto apenas 36% das escolas estão ligadas à rede de esgoto.
    Realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, o Censo compila informações de 180.610 escolas de Educação Básica (ensino infantil, fundamental e médio) e algumas das conclusões podem ser encontradas no gráfico ao lado.

    O estudo “Benefícios Econômicos e Sociais da Expansão do Saneamento do Brasil 2018” (ITB, Ex Ante) revela que, ao ser viabilizado o acesso aos serviços de coleta de esgoto e de água tratada a um estudante que hoje não possui esse benefício, espera-se uma redução de 3,6% em seu atraso escolar.

    O setor de saneamento no brasil

    Apesar de um tímido avanço nos indicadores de coleta e tratamento de esgoto, a maior parte do país ainda segue sem acesso a esse direito básico. 88 milhões de brasileiros sequer têm o esgoto coletado. E se considerarmos as pessoas não atendidas pelo tratamento de esgoto, esse contingente sobe a 112 milhões, algo próximo à população de países como o México ou Japão.

    Os dados do Ministério do Desenvolvimento Regional mostram a dificuldade do setor em acompanhar o crescimento da população, tendo em vista a redução do percentual da população atendida pelo abastecimento de água.

    A prosseguir no atual ritmo de investimentos, nenhum desses indicadores será universalizado até 2033; todos estarão longe da meta fixada pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab).

    Apesar de corresponder a apenas 5,2% do mercado, as concessões privadas de saneamento têm mantido historicamente uma média igual ou superior a 20% do total investido pelos operadores no setor. São investimentos sólidos, baseados em contratos com metas estabelecidas.


    Apesar de corresponder a apenas 5,2% do mercado, as concessões privadas de saneamento têm mantido historicamente uma média igual ou superior a 20% do total investido pelos operadores no setor. São investimentos sólidos, baseados em contratos com metas estabelecidas.




    Apesar de ter um investimento por ligação de água e esgoto muito acima da média nacional, as empresas privadas possuem tarifas abaixo das Companhias Estaduais e apenas 8% superior à média nacional. Comprova-se assim a eficiência operacional na utilização dos recursos, também verificada pelo índice de despesa total com os serviços por m³ faturado, que se encontra alinhado com a média nacional e inferior 10,2% ao praticado pelas Companhias Estaduais.

    DEMANDA DE INVESTIMENTO
    Investimento deveria ser quatro vezes o atual para atender à demanda

    Um investimento de R$ 753 bilhões para os próximos 13 anos — ou R$ 57,9 bilhões ao ano — é o que o Brasil precisa para universalizar o saneamento no país e adequar o serviço às condições adequadas de fornecimento.

    Os valores são mais de quatro vezes o investimento realizado em 2018 (R$ 13,2 bilhões, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento).

    Os dados referem-se à ampliação de extensão de redes, adutoras, construção de estações de tratamento de água e esgoto, elevatórias, reservatórios, ligações de água, cisternas, poços artesianos, redes coletoras de esgoto, coletores-tronco, ligações de esgoto e tanques sépticos, e incluem também os custos para compensar a depreciação de ativos.

    As informações fazem parte de estudo realizado pela consultoria KPMG para a ABCON SINDCON. A pesquisa traz ainda indicadores detalhados por regiões e estados.

    No ritmo atual de investimentos, ainda segundo o estudo da KPMG, a universalização dos serviços só será atingida em 2055, mais de duas décadas depois da meta do Plansab (2033).

    Números do Setor

    Para saber mais, acesse o Panorama da Participação Privada no Saneamento Brasil 2020.

    PANORAMA

    Confira

    Mapa de Concessões das associadas Abcon e Sindcon