Brasil evoluirá no saneamento a partir da ampliação da parceria entre o público e o privado, avalia a Aquafed

14/04/2016

Convidado pelo SINDCON (Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Água e Esgoto) e pela ABCON (Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto), o senegalês Mamadou Dia, presidente da Aquafed, entidade internacional que reúne os operadores privados do saneamento, está no Brasil para participar do 6º Encontro Nacional das Águas, em São Paulo.

O dirigente acredita que, a exemplo do que aconteceu em outros países, o Brasil pode evoluir para uma maior participação da iniciativa privada na operação de serviços públicos de saneamento. Hoje, essa participação é de apenas 6% do mercado; na França, ela atinge 75%, Alemanha (40%) e nos    Estados Unidos são mais de 73 milhões de pessoas atendidas pelo segmento privado.

“A decisão sobre a forma como será prestado o serviço é sempre das autoridades públicas, mas a iniciativa privada pode contribuir muito na gestão e operação, sob vários modelos. E essa parceria se faz cada vez mais fundamental, uma vez que pelo menos 40% da população mundial ainda não possui acesso a sistemas sustentáveis de água e saneamento”, afirma Mamadou.

O presidente do SINDCON, Alexandre Ferreira Lopes, que recebeu a comitiva da Aquafed, acredita que chegou a hora de o Brasil assumir o saneamento como prioridade e direcionar mais investimentos para o setor. “A iniciativa privada possui hoje R$ 30,5 bilhões comprometidos em contratos no saneamento, mas podemos contribuir com mais. O Brasil não está conseguindo atingir a meta do Plano Nacional de Saneamento Básico, que é investir R$ 15,2 bilhões por ano no setor, e a participação da iniciativa privada seria fundamental para atingirmos esse patamar de investimento”, completa o dirigente.